quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Na falta de doce de leite...



Toda a gente sabe que um dos alimentos essenciais para o desenvolvimento saudável de uma rena é o gelado. O meu favorito é o de doce de leite, mas os parvos guardam-no na última gaveta da arca frigorífica e eu não chego lá. Os velhacos…
Um destes dias decidi vingar-me e fui enfardar gelados de outros sabores para uma esplanada à beira mar.
Por causa das coisas decidi provar várias das especialidades da casa, até porque ia com um apetite considerável. Aquilo estava que era uma maravilha! Àqueles que já estão para aí a comentar o facto de eu ter ingerido dez vezes o meu peso em gelados, devo dizer que com tanta crise e cortes na despesa e afins nunca se sabe ao que isto chega e se calhar é melhor ir armazenando. Ainda por cima vem aí o Inverno e eu não quero andar por aí depois todo magrinho, com os ossos do espinhaço à mostra e as hastes murchas. É feio. E muito menos ficar amarelo, sujeito a dar-me uma fraqueza qualquer.
Qualquer desculpa é boa, certo?

Desporto dum raio


Como a vida não é só comer e beber, ou como rezam os cartazes das festas das aldeias, animação e bons petiscos, decidi ser uma rena desportista por uma tarde. E lá fui eu, com protector solar nas hastes e um neopreno até ao focinho, testar as maravilhas do surf. Malta, aquilo é o inferno. Para começar os instrutores mandam-nos levar umas pranchas gigantescas. A minha era o dobro de mim próprio e quando cheguei à água já ia com os quartos dianteiros a latejar. Ainda por cima os cascos enterram-se na areia e é difícil caminhar. O raio da praia estava bem era toda alcatroadinha. Assim evitavam-se bichos, areia em sítios impróprios e outras incomodidades. Depois temos a parte do surf em si. Que estafa! Ao fim de meia hora a tentar remar e ficar direito em cima da prancha, a única coisa que consegui foi cair vezes sem conta e andar embrulhado nas ondas. Numa das vezes até saí da água com um peixe nos dentes. Parecia um urso cor-de-laranja com cornos. Conclusão, passei duas horas dentro de água a fazer papel de urso, e não consegui ficar direito em cima da prancha nem uma só vez. Até voltar com a prancha para o armazém foi um martírio. Tinha cãibras em todo o lado. A parte positiva disto tudo é que lá na praia havia um bar com uma esplanada excelente, caracóis e minis. Passei o resto da tarde a beber jolas e a olhar para a praia com montes de malta a fazer surf ao longe. Bem longe…